sábado, 12 de fevereiro de 2011

O desespero das vítimas de rede social e perfil falso



Os perfis falsos são, efetivamente, um dos principais pontos negativos relacionados à participação em redes sociais e podem causar grandes problemas às vítimas de tal golpe virtual, especialmente quando o objetivo principal do infrator é gerar danos, não importando quem é o alvo. Para piorar ainda mais esse cenário, as empresas que oferecem este serviço, como Orkut, Facebook, Formspring, Twitter, entre outras, demoram muito, após a reclamação da vítima, para retirar o perfil falso do ar - isso quando decidem não removê-lo, obrigando o internauta a investir uma soma importante em processos contra a empresa.

Acompanho, atualmente, os casos de 152 pessoas que acessam a internet diariamente, seja por conta dos compromissos e obrigações profissionais ou para lazer. Todas essas pessoas já se depararam, ao menos uma vez, com seus próprios perfis falsos na web, que divulgam inverdades sobre suas vidas, com informações difamatórias e injuriosas.

Em uma comparação simples: imagine que você está andando na principal avenida de sua cidade e encontra alguém usando uma máscara com o seu rosto e um crachá com o seu nome. A pessoa está em cima de um palco enorme patrocinado por uma grande empresa e tem um megafone nas mãos. Utiliza-o para falar inverdades degradantes sobre você. Tudo isso acontece com transmissão ao vivo para o mundo todo. As sensações ou reações diante de um cenário como esse são imediatas. A vítima começa a querer entender o que está acontecendo, sente-se desesperada e fica desorientada.

Ao tentar encontrar alguém da gigantesca empresa que criou aquele palco, com o objetivo de avisar que a pessoa que está usando a máscara com o seu rosto é um impostor, não consegue encontrar nem um responsável. O único meio para contato vem por meio de um aviso padrão, que diz: “Aperte este botão” ou “Preencha este formulário e retornaremos”. Enquanto isto, o impostor continua no grande palco, com o mágico megafone, alcançando todos os continentes e dilacerando a sua honra, a sua carreira, a sua vida de maneira completa. Ao mesmo tempo, as pessoas que lhe procuram para tratar de assuntos pessoais ou profissionais acabam escutando o que o impostor fala, entendem que ele é você e desistem das parcerias e propostas em negociação.

O que fazer, então, diante de situação como essa? O primeiro passo é contratar um profissional especializado na área e, através de uma ação judicial, remover aquele impostor do palco, desmascarando-o definitivamente. No entanto, infelizmente, nesse momento a sua reputação já estará destruída e a reparação nunca será proporcional ao estrago ocorrido - a legislação brasileira ainda não dá, à imagem do cidadão, a importância necessária em comparação, por exemplo, com a evolução da tecnologia.

Poucos são os juízes que estão preparados para entender que de um dia para outro alguém pode se tornar uma pessoa pública pelo simples fato de ter um vídeo postado no Youtube, com ou sem autorização, ou porque alguém o fez de forma indevida. A imagem, nos dias de hoje, é valiosíssima, quase incomensurável, e a internet tornou-se um meio de perpetuação de personagens, sendo eles famosos ou não. Exemplo disso é a própria Geisy Arruda, que ganhou destaque nos principais veículos ao ter exposta, na web, as ameaças e agressões que sofreu na universidade por usar uma minissaia. Nos EUA se entende bem o que estou expondo. Lá não se brinca com a imagem de um cidadão.

O conselho para aqueles que enfrentam o problema com um perfil falso, e possuem condição financeira para tal, é contratar um bom profissional da área, que poderá rastrear o criminoso virtual e tomará as medidas necessárias para a retirada da página difamatória do ar. Caso não tenha recursos financeiros e opte por meios alternativos para exclusão da página, é importante saber que cada empresa tem sua própria metodologia, por isso é de grande importância que o internauta esteja munido do máximo possível de informações sobre a empresa, política de uso do site, política de privacidade e que faça buscas na internet sobre experiências de pessoas que passaram por situação semelhante e encontraram uma saída favorável. Sempre existe a possibilidade de recorrer ao juizado especial, caso todas as alternativas acima falhem.

Confira uma lista com o número de pessoas cadastradas nas 10 maiores redes sociais da Internet, até o dia 19/11/2010:

1º. Facebook – 1.191.373.339 de views por mês
2º. MySpace – 810.153.536
3º. Twitter – 54.218.731
4º. Flixster – 53.389.974
5º. Linkedin – 42.744.438
6º. Tagged – 39.630.927
7º. Classmates – 35.219.210
8º. My Year Book – 33.121.821
9º. Live Journal – 25.221.354
10º.
Imeem – 22.993.608

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